Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Wicked Girls Club

- Join me -

Não entres...

Hoje alguém bateu à minha porta, estava a dormir. Acordaram-me.

Levantei-me, devagar, sem pressas e despreocupada. Vesti o robe que estava pendurado atrás da porta do meu quarto para me proteger, do frio.

Ao abrir ligeiramente a porta, deixando-a entreaberta, deparei-me com um rapaz. Perguntei-lhe quem era e o que queria. Ele não respondeu. Perguntou-me, meio a sorrir, se podia entrar.

Assim que ele me fez aquela pergunta, um sentimento de arrependimento me envolveu por segundos, como se fossem dois braços. Seguido de um sentimento de solidão, de abandono...O que me deixou com algum receio de o deixar entrar. 

Acabei por deixa-lo entrar, ele entrou muito apressado, e eu pedi-lhe para que abranda-se, para ter cuidado. A minha mãe estava a dormir e eu não queria acorda-la. 

Já sentados em cima da minha cama, partilhamos gostos, desgostos, passatempos, vicios e até mesmo a ausência dos mesmos. 

As horas foram passando, pareciam dias, meses...Ao longo do tempo, decidimos ir mais fundo. Começámos então a partilhar segredos, histórias do passado...Após longas conversas decidimos continuar a conhecer-nos melhor. 

O interesse deu lugar à tentação, ao desejo e acabámos por ficar nús (desta vez, mesmo sem roupas, não psicologicamente). Ficámos parados, a contemplar o corpo um do outro. As nossas mãos começam a passear no corpo um do outro, devagar. As trocas de olhares entre os toques era de cortar a respiração. A certa altura já estavamos a trocar respirações ofugantes, calor e prazer. Com um ambiente destes, senti uma ligeira conexão mental (não tinha como, após as conversas que tivemos, após estarmos juntos). 

Quando acabámos, coloquei a minha cabeça no peito dele, senti conforto, mas, para minha surpresa, o sentimento de perda, novamente, substitiu muito facilmente esse conforto e segurança.

Pareceu efémero.

Passado umas horas, de silencio e vazio, acordei e ele já não estava ao meu lado.

Tinha-me deixado um bilhete colado ao espelho do meu quarto:

"Não me devias ter deixado entrar, a porta devia de ter ficado entreaberta apenas"

Eu sorri, porque há quem nem um bilhete deixe